O Tempo flui


O tempo flui
veloz que se esvai
atroz que se esgota inexoravelmente
e irremediavelmente
perscrutamos a sua passagem...
Mas todos os anos há Natal
com sinais inesperados
desesperados
feitos de longos silêncios
entrecortados
numa dívida constante
de cada instante consumido
sentido
nas ruas
nas casas
no mundo
onde ainda brilham alguns pequenos raios
de um amor que dará frutos
vindouros
duradouros
de reconciliação
de salvação
onde se acendem luzes de esperança
sempre renascida
no ventre de cada mãe.
 
Maximina Girão
Natal de 2002
 
Poema publicado na AGENDA DA PORTO EDITORA  - 2005  Poema oferecido à Associação de Surdos do Porto – Dez. 2004

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