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Transcrição de um texto de
Humberto Fonseca (INESC), Vasco Santos (INESC) e Aníbal Ferreira (FEUP) 
 
 
O método utilizado na correcção de uma deficiência auditiva depende da sua origem e do seu grau de severidade.
 
1. Aparelhos auditivos
 
Os aparelhos (ou próteses) auditivos não reparam as lesões que levaram à perda da audição, podendo no entanto atenuar os seus efeitos. Eles são, basicamente, pequenos aparelhos electrónicos com um microfone e um pequeno altifalante. O som é recolhido pelo microfone, amplificado e depois reproduzido pelo altifalante. Desta forma, a pessoa que sofre de perdasauditivas ouve os sons que a rodeia, mas amplificados de um modo adequado ao seu tipo de perdas auditivas. Actualmente existem aparelhos auditivos bastante sofisticados, capazes de serem optimizados individualmente para cada paciente. Isto é importante pois as perdas auditivas têm características diferentes entre pessoas distintas.
 
Como foi já referido, as perdas auditivas podem ocorrer na infância e deve ser notado que os primeiros anos são muito importantes na aprendizagem e desenvolvimento da linguagem. O tratamento atempado destas perdas assume assim uma importância bastante grande, pois pode condicionar o perfil psicológico, a personalidade e comportamento social do futuro adulto. A utilização de aparelhos auditivos faz muitas vezes parte do tratamento, que deve ser acompanhado com treino da audição e da fala. Uma parte muito importante desse treino consiste em ensinar a criança a ouvir melhor; por exemplo, ajudando-a a ignorar ruídos no ambiente e a tomar mais atenção à voz das pessoas. Todos os tratamentos deverão ser acompanhados por um audiologista que saberá exactamente quais os sons que a criança pode ouvir com e sem o aparelho auditivo, o efeito do ruído na audição e como manter o aparelho nas melhores condições de funcionamento.
 
Existem diversos tipos de aparelhos auditivos e cada um deles oferece diferentes vantagens, dependendo do seu design, níveis de amplificação e tamanho. Para pessoas com perdas auditivas sensoriais existem, basicamente, quatro tipos de aparelhos:
 
Dentro do ouvido (In-The-Ear, ITE)
 
Este tipo de aparelho encaixa completamente no ouvido externo e é utilizado para reparar desde perdas auditivas suaves até perdas auditivas severas, sendo o invólucro que contém os componentes geralmente feito de plástico duro. Este aparelho contém muitas vezes mecanismos destinados a melhorar também as conversas telefónicas. Dos principais inconvenientes destaca-se o facto de o aparelho poder ser danificado pela cera do ouvido e de as suas reduzidas dimensões poderem causar problemas com o ajuste e até feedback (realimentação do som do altifalante para o microfone, amplificando o sinal até níveis desconfortáveis). 
          
Atrás da orelha (Behind-The-Ear, BTE)
 
Os aparelhos auditivos BTE são instalados atrás da orelha. Existe depois uma ligação de plástico entre o aparelho e o canal auditivo. São geralmente utilizados por pessoas de todas as idades e podem corrigir desde perdas suaves até perdas profundas. Quando mal instalados podem apresentar feedback, funcionando também mal com o acumular de cera no canal auditivo.            
 
Aparelhos do Canal (Canal Aids)
 
Estes ficam colocados dentro do canal auditivo, existindo normalmente dois tamanhos: o tamanho dentro do canal (In-the-Canal, ITC) adaptado para a forma do canal auditivo, sendo utilizado para corrigir desde perdas suaves até perdas severas; o outro tipo de aparelho mais reduzido é o CIC de Completely-in-Canal, que fica escondido dentro do canal auditivo, sendo utilizado para corrigir o mesmo tipo de perdas. Devido às suas reduzidas dimensões, estes mecanismos são difíceis de ajustar e remover, podendo também ser danificados pelo acumular de cera no canal auditivo. Não contêm também dispositivos para melhorarem o conforto durante uma conversa telefónica.
 
Suspenso à cintura
 
Existe ainda uma outra tipologia de aparelho auditivo utilizada por pessoas com perdas profundas que é normalmente suspenso à cintura ou colocado dentro do bolso, devido às suas grandes dimensões. A ligação ao ouvido faz-se depois com um fio discreto. Dado tratar-se de um modelo relativamente grande, ele incorpora muitas opções de processamento de sinal. Contudo, apenas é utilizado quando não é possível escolher uma das alternativas anteriores.     
 
Dependendo do mecanismo interno de funcionamento, existem também três tipos de aparelho auditivo, mesmo sendo do mesmo estilo:
 
O analógico ajustável
 
Neste aparelho o audiologista determina o volume de amplificação e outras especificações. O aparelho será então fabricado por um laboratório de acordo com essas especificações, tendo o audiologista ainda a liberdade para  pequenos ajustes. Estes circuitos são geralmente os mais baratos.
 
O analógico programável
 
Através de um computador, o audiologista programa o aparelho auditivo de acordo com as necessidade do paciente.  Estes aparelhos podem geralmente acomodar várias configurações, podendo o seu portador comutar entre elas, dependendo do ambiente sonoro em que se encontra. Esta tecnologia pode ser utilizada nos diversos tipos de aparelhos anteriormente descritos.
 
O digital programável
 
O audiologista programa também o aparelho auditivo com um computador,  tendo no entanto uma maior flexibilidade no ajuste da qualidade do som e do tempo de resposta. Ou seja, é muito mais fácil adaptar cada aparelho às necessidades no indivíduo que dele necessita. Este tipo de tecnologia pode ser encontrada em todos os tipos de aparelhos auditivos sendo comum nos mais caros.
 
2. Implantes cocleares
 
A cóclea é a parte do ouvido que transforma as vibrações às quais chamamos som em sinais eléctricos que o cérebro interpretará. Um implante coclear não é mais do que a substituição da cóclea por um aparelho electrónico, substituindo, embora de uma forma tremendamente grosseira, o seu funcionamento. É importante referir que este tipo de implante não restitui a audição normal a uma pessoa. Apesar disso, quem os recebe, mesmo se completamente surdo, consegue ouvir alguns sons e participar em conversas, utilizando a audição e a leitura dos lábios. Apesar do implante não melhorar substancialmente a audição, ele ajuda os pacientes a distinguirem sons importantes, como campaínhas de portas, telefones ou alarmes. Além disso, os seus portadores melhoram a modulação que fazem da própria voz, pois podem usufruir de algum retorno auditivo.
Os implantes cocleares são normalmente constituídos por duas partes: um componente implementado cirurgicamente junto ao ouvido interno e um conjunto de componentes, colocados externamente na cabeça ou no corpo, de forma semelhante a um aparelho auditivo.
 
Os implantes cocleares fornecem uma sensação de audição para pessoas que não podem usufruir dos benefícios de um aparelho auditivo, sendo apropriado tanto para adultos como para crianças com perdas auditivas severas e profundas nos dois ouvidos. Depois de colocado o implante, o paciente tem ainda que passar por um período de treino em que aprenderá a interpretar os sinais que ele gera. Existem alguns implantes mais sofisticados em que a comunicação com o eléctrodo implantado cirurgicamente é feita por ondas de rádio, o que elimina a necessidade de fios, que podem ser incómodos. Esses sistemas podem implicar o uso de um aparelho relativamente grande que pode ser transportado à cintura, responsável por recolher e processar o som. O resultado desse processamento é um conjunto de códigos eléctricos transmitidos por ondas de rádio até ao implante propriamente dito. Dos implantes cocleares existentes, os mais comuns são os de quatro e oito canais.
 
Aqui http://www.isvr.soton.ac.uk/audiology/soecic/frameset.html  poderá encontrar alguns ficheiros de som que dão uma ideia da forma como as pessoas com este tipo de implante ouvem.
 
3. Terapias
 
A utilização de aparelhos auditivos ou de implantes cocleares necessita muitas vezes de ser acompanhada por terapia.  
 
4. Infecções
 
Muitos problemas auditivos são causados por infecções bactereológicas, inflamações e congestionamento das vias respiratórias. Seguidamente apresenta-se uma lista de situações confrontada com os tratamentos típicos.
 
As infecções provocadas por alergias ou congestionamento das vias respiratórias são geralmente tratadas com descongestionantes e anti-estamínicos.
 
No caso de uma infecção bactereológica é comum a prescrição de antibióticos.
 
No caso de infecções crónicas que não respondem a tratamentos é comum a implementação cirúrgica de pequenos tubos no tímpano para a drenagem do ouvido médio.
 
No caso de uma infecção na apófise mastóide é usualmante recomendada a sua remoção cirúrgica. Isso poderá ajudar a evitar infecções recorrentes e a propagação de uma infecção.
 
5. Tinnitus
 
O fenómeno do tinnitus não constitui uma ameaça grave para a saúde, apesar de ser uma sensação irritante e por vezes frustrante. Em alguns casos o seu tratamento é bastante fácil, especialmente se a causa puder ser facilmente eliminada. Tal é o caso de bloqueios devidos à existência de demasiada cera no ouvido ou então quando é causado por infecções no ouvido médio. Existem também casos de tinnitus crónico que actualmente não pode ainda ser tratado. Apesar disso, existem alguns métodos que o tornam mais tolerável. Algumas pessoas escolhem utilizar aparelhos auditivos que ajudam a mascarar ou esconder essa sensação. Outros tocam música de fundo ou utilizam um aparelho denominado de "mascarador de tinnitus", parecido com um aparelho auditivo mas que produz sons agradáveis e que se sobrepõem ao tinnitus. Pessoas surdas que sofrem deste fenómeno podem também atenuá-lo com a colocação dum implante coclear. Quando alguém sofre de tinnitus deve evitar nicotina, aspirinas, cafeína e álcool pois todas são substâncias que agravam o fenómeno. Para além disso, deve também evitar sons de intensidade elevada que não só agravam o tinnitus, como também conduzem à degradação da sensibilidade auditiva.
 

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